Quis um pouco mais de privacidade, eu ando aterrorizada quanto a idéia de perder minha independência. É um temor que me deixa petrificada.
Eu estou triste. Há semanas eu ando por aí carregando o peso de não saber nada, sempre enjoada, sempre desejando vomitar minha vida. Não, não estou vomitando, afinal, todas as angústias que já coloquei para fora não me deixaram 1 grama mais leve.
Por anos eu dependi da minha criatividade para viver. Criava mundos, situações, com qualquer coisa que meus olhos pudessem ver eu criava uma história, e me inseria ali, por horas, dias, meses, anos...
Tive sonhos e os perdi. Quis pessoas e não as tive.
Eu quis tudo o que alguém pode querer e mais um pouco...
É que querer, é uma distração, é um sentido. Se você quer algo, você pode afastar seu sofrimento. Criar obsessões e insistir nelas até quando... nunca se sabe até quando.
E foi isso o que aconteceu comigo: a minha mente deixou de criar.
Eu deixei de ser um emaranhado de sonhos, emoções, uma criadora de coisas maiores que a realidade. Eu olhei profundamente e me encontrei! (Ah, como agora eu desejaria ter escapado disso! Se eu pudesse voltar atrás, eu correria dos meus olhos, se eu pudesse eu pediria pra esquecer que eu me encontrei!).
Porque eu encontrei o nada.
Encontrei um infinito branco, vazio e desesperador.
Há manchas de sangue nessa brancura aparentemente pura: sangue de outros que eu derramo, sangue que derramaram de mim, e o sangue das minhas lâminas na solidão, esse sangue que mostrou a vida que existia em mim todas as vezes que me senti morta.
Porque eu tenho tanta vida em mim, tanta vontade de SER e de ESTAR, que eu vivo sufocada por isso. Sei que sou cansativa, são todos esses meus assuntos que discuto, a tristeza, a complexidade, e a falta de explicações... Tudo isso cansa os outros. Cansa os que amam, e os que poderiam me amar.
Tuesday, January 20, 2009
Saturday, January 10, 2009
feitos em dias intragáveis
É algo com o que eu devo conviver todos os dias.
Não que a vida deva ser desperdiçada
em arrependimentos e memórias,
mas os rastros, os fatos,
não desaparecem no sono da amnésia.
Eu me lembro de uma carta,
há uns 7 anos atrás,
em que eu lhe contei os motivos
do que então eu havia chamado de
'Minha Nova Vida'.
Que mesmo então, já era velha...
Hoje ela está mais para algum tipo de erva daninha,
competindo com todos os bons frutos
que eu desejo tão forte, tão cruelmente,
... eu desejo como o pecado,
como quando criança eu costumava rezar.
E desejar milagres!
Ajoelho e rezo, ajoelho e vomito.
E outros que não me convém expôr.
Estou me procurando,
não não! Não me confunda,
dessa vez não procuro o que perdi,
ah, dessa eu já encontrei algumas partes;
outras admito deixar como perdidas
para sempre.
Talvez alguém ache,
e que sirva pra esse alguém,
e que lhe diga o que fazer...
ou o que não fazer.
Eu, hoje, não ligo. Você que se entenda
com ela, comigo, com a sua imaginação.
Estou me procurando,
um barco nesses olhos,
uma corda, um porto, um farol -
uma informação temporária.
Você vê? TEM-PO-RÁ-RIA.
Numa ligação que está por vir,
nos textos por escrever,
nas pessoas para conhecer e desconhecer.
São as entradas de diário que eu vou apagar.
Que serão queimadas quando eu tiver tempo.
Como eu entendo que são poucos!
Como eu já entendo que se expôr tem preço
CARO, mais caro do que qualquer ostentação material.
Como eu entendo que são poucos
os dispostos a tirar sua mente do caminho,
a desfazer seu método
e atirar no coração da sua crença.
Quem é o pai desse meu desamor pelo mundo?
Não que a vida deva ser desperdiçada
em arrependimentos e memórias,
mas os rastros, os fatos,
não desaparecem no sono da amnésia.
Eu me lembro de uma carta,
há uns 7 anos atrás,
em que eu lhe contei os motivos
do que então eu havia chamado de
'Minha Nova Vida'.
Que mesmo então, já era velha...
Hoje ela está mais para algum tipo de erva daninha,
competindo com todos os bons frutos
que eu desejo tão forte, tão cruelmente,
... eu desejo como o pecado,
como quando criança eu costumava rezar.
E desejar milagres!
Ajoelho e rezo, ajoelho e vomito.
E outros que não me convém expôr.
Estou me procurando,
não não! Não me confunda,
dessa vez não procuro o que perdi,
ah, dessa eu já encontrei algumas partes;
outras admito deixar como perdidas
para sempre.
Talvez alguém ache,
e que sirva pra esse alguém,
e que lhe diga o que fazer...
ou o que não fazer.
Eu, hoje, não ligo. Você que se entenda
com ela, comigo, com a sua imaginação.
Estou me procurando,
um barco nesses olhos,
uma corda, um porto, um farol -
uma informação temporária.
Você vê? TEM-PO-RÁ-RIA.
Numa ligação que está por vir,
nos textos por escrever,
nas pessoas para conhecer e desconhecer.
São as entradas de diário que eu vou apagar.
Que serão queimadas quando eu tiver tempo.
Como eu entendo que são poucos!
Como eu já entendo que se expôr tem preço
CARO, mais caro do que qualquer ostentação material.
Como eu entendo que são poucos
os dispostos a tirar sua mente do caminho,
a desfazer seu método
e atirar no coração da sua crença.
Quem é o pai desse meu desamor pelo mundo?
Saturday, January 03, 2009
The fear of losing my so-called Identity
Chega um tempo
em que temos que crescer
de um jeito ou outro.
Qualquer resistência torna-se inútil...
O que vale a luz após o murchar das rosas?
Sempre grandes planos para outras vidas.
Estou há tempos em cima desse muro,
brinco de decisões dignas de um ditador
e quebro mais promessas que um democrata.
Não é isso que o meu próximo merece,
e nem o que eu mereço.
Eu lutei para ser Perfeita,
lutei para que tudo isso fosse um paraíso,
a minha e a sua vida em sonhos mágicos,
nas cores que eu escolheria a cada manhã,
e ao entardecer...
Eu estive disposta a acolher todos
que mergulhassem curiosos e se perdessem
por ter ido além.
Pois conheço bem as profundezas...
Então me disseram que não era preciso
tão dolorido auto-sacrifício para mostrar-me a Deus,
entregando-lhe meus feitos e arrependimentos
como um presente, especial como a caixinha de madeira...
Confesso ter considerado todos covardes!
Resignados na própria impotência
de serem excelentes...
Olho para os lados, vejo duas cidades,
serei eu agora igual a eles,
ou terá a vida me ensinado
que a tal perfeição é tão efêmera
que já passou?
Você só a vê no segundo durante,
e após vê-la, a primeira atitude é encontrar
um defeito, um motivo, e destruí-la...
Esses foram meus dias. Um trabalho
incoseqüentemente inútil
que pode desintegrar
toda a dignidade e resolução
do mais crítico niilista.
Toda essa divagação, eu posso explicá-la: é a tal
INDECISÃO, o medo de ser pêga implorando
por um pouco mais, ou o medo de ser
surpreendida pelo pouco menos que não,
não faz bela a tragédia.
Estou com uma trilha planejada, e um destino incerto.
Fico aqui e desapareço como uma criança
reclamando de memórias? Ou vôo pelo mundo
desaparecendo como pássaros no inverno?
Quando demasiadamente cedo entendemos o limite tênue
da presença sufocante do valor
ao vazio vertiginoso do desvalor,
mais tarde é preciso voltar ao início, e em seguida ao final,
só então será compreensível o modus operandi do presente,
o tempo deve possuir liberdade suficiente
para ir do passado ao futuro
e refazer o processo: isso vale - isso não vale -
isso vale - e etc.
É a educação da sensibilidade.
E a minha ás vezes pode ser tão rebelde...
Quero tudo e nada - não sou uma burguesa,
não sei ser educadamente ponderada
com o meu instinto ou qualquer coisa.
Gosto da semelhança entre princípios e precipícios...
em que temos que crescer
de um jeito ou outro.
Qualquer resistência torna-se inútil...
O que vale a luz após o murchar das rosas?
Sempre grandes planos para outras vidas.
Estou há tempos em cima desse muro,
brinco de decisões dignas de um ditador
e quebro mais promessas que um democrata.
Não é isso que o meu próximo merece,
e nem o que eu mereço.
Eu lutei para ser Perfeita,
lutei para que tudo isso fosse um paraíso,
a minha e a sua vida em sonhos mágicos,
nas cores que eu escolheria a cada manhã,
e ao entardecer...
Eu estive disposta a acolher todos
que mergulhassem curiosos e se perdessem
por ter ido além.
Pois conheço bem as profundezas...
Então me disseram que não era preciso
tão dolorido auto-sacrifício para mostrar-me a Deus,
entregando-lhe meus feitos e arrependimentos
como um presente, especial como a caixinha de madeira...
Confesso ter considerado todos covardes!
Resignados na própria impotência
de serem excelentes...
Olho para os lados, vejo duas cidades,
serei eu agora igual a eles,
ou terá a vida me ensinado
que a tal perfeição é tão efêmera
que já passou?
Você só a vê no segundo durante,
e após vê-la, a primeira atitude é encontrar
um defeito, um motivo, e destruí-la...
Esses foram meus dias. Um trabalho
incoseqüentemente inútil
que pode desintegrar
toda a dignidade e resolução
do mais crítico niilista.
Toda essa divagação, eu posso explicá-la: é a tal
INDECISÃO, o medo de ser pêga implorando
por um pouco mais, ou o medo de ser
surpreendida pelo pouco menos que não,
não faz bela a tragédia.
Estou com uma trilha planejada, e um destino incerto.
Fico aqui e desapareço como uma criança
reclamando de memórias? Ou vôo pelo mundo
desaparecendo como pássaros no inverno?
Quando demasiadamente cedo entendemos o limite tênue
da presença sufocante do valor
ao vazio vertiginoso do desvalor,
mais tarde é preciso voltar ao início, e em seguida ao final,
só então será compreensível o modus operandi do presente,
o tempo deve possuir liberdade suficiente
para ir do passado ao futuro
e refazer o processo: isso vale - isso não vale -
isso vale - e etc.
É a educação da sensibilidade.
E a minha ás vezes pode ser tão rebelde...
Quero tudo e nada - não sou uma burguesa,
não sei ser educadamente ponderada
com o meu instinto ou qualquer coisa.
Gosto da semelhança entre princípios e precipícios...
Saturday, December 27, 2008
Da vida anterior à perca do livre prisioneiro
Durante os primeiros anos de isolamento,
vivi com Luz, Fava e Guerra.
Possuíamos o exército das abelhas
e o parque de diversões da menina contadora de histórias.
Morávamos numa casa colorida, vazia e fechada.
Todo o tempo batiam insistentemente em nossa porta,
mas sentíamos que de todos os trancados lá fora, poucos
pediriam abrigo com sinceridade.
Portanto continuamos sozinhos. Não ousando abusar
da pretensiosa segurança oferecida pela Inestimável.
Ensinaram-me uma arte, um estudo
que nunca soube o nome! Era um exercício
de investigação, de conexões...
Revezávamos em tarefas árduas, brincadeiras como
superação de limites,
treinamento de fuga,
simulação de tortura.
Havíamos dormido juntas naquela noite, Luz e eu.
Fava e Guerra ficaram do outro lado do corredor.
Era Maio, dia 27, um dia frio,
acordei num amanhecer angustiado,
e não havia mais nada!
Nem Luz, nem casa, nem brincadeiras.
Tudo aquilo desaparecera de mim, tendo sido
consumido, talvez por aquele pressentimento
que me envolvera durante a madrugada.
Acordei sentindo a alma asfixiar-se.
Estava de volta à realidade.
O telefone tocou pouco depois das 7:00...
Era um Aviso.
A antecipação do vácuo
que se formaria após as
formolidades...
É desumano o fim do que já foi tão humano.
Urgiu-me utilizar todo o treino em dor que já tivera,
para a contenção das lágrimas,
e para as corridas pela escadaria do silêncio,
cuja descida e subida seria necessária
em inúmeras novas vezes.
Viver em superação perdera um pouco de seus encantos,
tornou-se crua sobrevivência.
Mas um outro mundo eu construiria...
Luz assumiu vários nomes e formas
de presenças diferentes
nos anos que se passaram
após o fim da casa Maior.
Voltaremos a falar mais sobre isso.
vivi com Luz, Fava e Guerra.
Possuíamos o exército das abelhas
e o parque de diversões da menina contadora de histórias.
Morávamos numa casa colorida, vazia e fechada.
Todo o tempo batiam insistentemente em nossa porta,
mas sentíamos que de todos os trancados lá fora, poucos
pediriam abrigo com sinceridade.
Portanto continuamos sozinhos. Não ousando abusar
da pretensiosa segurança oferecida pela Inestimável.
Ensinaram-me uma arte, um estudo
que nunca soube o nome! Era um exercício
de investigação, de conexões...
Revezávamos em tarefas árduas, brincadeiras como
superação de limites,
treinamento de fuga,
simulação de tortura.
Havíamos dormido juntas naquela noite, Luz e eu.
Fava e Guerra ficaram do outro lado do corredor.
Era Maio, dia 27, um dia frio,
acordei num amanhecer angustiado,
e não havia mais nada!
Nem Luz, nem casa, nem brincadeiras.
Tudo aquilo desaparecera de mim, tendo sido
consumido, talvez por aquele pressentimento
que me envolvera durante a madrugada.
Acordei sentindo a alma asfixiar-se.
Estava de volta à realidade.
O telefone tocou pouco depois das 7:00...
Era um Aviso.
A antecipação do vácuo
que se formaria após as
formolidades...
É desumano o fim do que já foi tão humano.
Urgiu-me utilizar todo o treino em dor que já tivera,
para a contenção das lágrimas,
e para as corridas pela escadaria do silêncio,
cuja descida e subida seria necessária
em inúmeras novas vezes.
Viver em superação perdera um pouco de seus encantos,
tornou-se crua sobrevivência.
Mas um outro mundo eu construiria...
Luz assumiu vários nomes e formas
de presenças diferentes
nos anos que se passaram
após o fim da casa Maior.
Voltaremos a falar mais sobre isso.
Monday, December 22, 2008
Dreams of a ridiculous girl
O bloco verde ficou lá,
estático, deitado na mesa fria,
segura a poeira do ar e me espera.
Sempre penso em segurá-los todos pelas asas
e fazer que nunca mais fujam de mim!
Os dias me abandonam mais rápido agora...
Ou talvez seja a mesma velocidade dos outros anos,
e ela cresça em proporção à crença no pensamento.
Estou sentada adiando.
Os passos, o Natal, o destino,
porque é isso que faço.
Rebato o acaso, um por um,
lanço-os a milhas de distância...
Adiei um sonho. É por isso que hoje
estava lá, frustrada, tentando reencontrar
dias que escaparam na fantasia e no pranto.
O tédio arde,
ou, no meu caso, corrói.
Só que já acostumei a esconder os restos.
Gota após gota a esperança vazou,
dia após dia a ilusão se decompôs.
Que isso não soe como uma reclamação;
existem dores muito piores que solidão e tristeza.
Engraçado como anotações e textos
contêm mais conclusões implícitas
do que eu gostaria de perceber...
Como a verdade do caos que me envolve
e sua aparência ordinária no quadro geral.
Chega a ser irritante como posso ouvir
as vozes ignorantes sobre esse tipo de dor
me aconselhando,
caso essa história fosse contada.
Levianas elas afirmam
que eu simplesmente não vivo.
- É mesmo?
estático, deitado na mesa fria,
segura a poeira do ar e me espera.
Sempre penso em segurá-los todos pelas asas
e fazer que nunca mais fujam de mim!
Os dias me abandonam mais rápido agora...
Ou talvez seja a mesma velocidade dos outros anos,
e ela cresça em proporção à crença no pensamento.
Estou sentada adiando.
Os passos, o Natal, o destino,
porque é isso que faço.
Rebato o acaso, um por um,
lanço-os a milhas de distância...
Adiei um sonho. É por isso que hoje
estava lá, frustrada, tentando reencontrar
dias que escaparam na fantasia e no pranto.
O tédio arde,
ou, no meu caso, corrói.
Só que já acostumei a esconder os restos.
Gota após gota a esperança vazou,
dia após dia a ilusão se decompôs.
Que isso não soe como uma reclamação;
existem dores muito piores que solidão e tristeza.
Engraçado como anotações e textos
contêm mais conclusões implícitas
do que eu gostaria de perceber...
Como a verdade do caos que me envolve
e sua aparência ordinária no quadro geral.
Chega a ser irritante como posso ouvir
as vozes ignorantes sobre esse tipo de dor
me aconselhando,
caso essa história fosse contada.
Levianas elas afirmam
que eu simplesmente não vivo.
- É mesmo?
Thursday, December 11, 2008
o jardim sintético, as flores inventadas
Apaguei as luzes, saí e fechei a porta,
não olhei para trás, desci as escadas,
ela me perguntou se eu estava preparada.
Mal suporto responder!
Do vazio que amo, do som que não saiu certo,
da vida que se desviou.
Quase um grunhido de bicho assustado!
Mais tarde a advogada me defendeu do meu pânico,
disse que não me reconheceu,
confundiu-me com alguém livre...
De sangue vermelho, veias azul-esverdeadas.
Sem rabiscos de esteróides, riscos de lâminas...
Eu que nas noites desfilo na beira do abismo,
arrasto a barra suja do vestido,
e embalo o coração como a uma bebê,
um dia encontro o amanhecer e logo,
o demônio do meio dia já está aqui.
Quanto ênfase na sabedoria! Nessa procura
de aroma, de cor;
como se fosse uma flor,
como se fosse bela. Se
o espinho da dor inflama, arde,
e me acorda da distração.
As flores me deixam sonhando...
Até mesmo as que brotam da minha dor,
intorpecentes menos do que eu desejaria,
e alguns dias mais...
Desfaz-se e morre.

Fecharam-se os túmulos e recusei-me a olhar,
pensei ser inútil,
que a vida já não estava mais lá.
não olhei para trás, desci as escadas,
ela me perguntou se eu estava preparada.
Mal suporto responder!
Do vazio que amo, do som que não saiu certo,
da vida que se desviou.
Quase um grunhido de bicho assustado!
Mais tarde a advogada me defendeu do meu pânico,
disse que não me reconheceu,
confundiu-me com alguém livre...
De sangue vermelho, veias azul-esverdeadas.
Sem rabiscos de esteróides, riscos de lâminas...
Eu que nas noites desfilo na beira do abismo,
arrasto a barra suja do vestido,
e embalo o coração como a uma bebê,
um dia encontro o amanhecer e logo,
o demônio do meio dia já está aqui.
Quanto ênfase na sabedoria! Nessa procura
de aroma, de cor;
como se fosse uma flor,
como se fosse bela. Se
o espinho da dor inflama, arde,
e me acorda da distração.
As flores me deixam sonhando...
Até mesmo as que brotam da minha dor,
intorpecentes menos do que eu desejaria,
e alguns dias mais...
Desfaz-se e morre.

Fecharam-se os túmulos e recusei-me a olhar,
pensei ser inútil,
que a vida já não estava mais lá.
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