Wednesday, August 26, 2009
Sunday, August 02, 2009
betrayal
Eu tenho estado nas nuvens carregadas,
eu tenho me sentido tão laranja quanto os dias
de vento e poeira.
Talvez se um dia eu puder escolher
não voltar para o ontem.
Talvez se um dia eu acordasse
e não houvesse nada para ser consertado...
Você sabe o quanto eu odeio esse lugar,
e sabe que amanhã estarei de volta.
Você sabe o quanto mal tudo isso me faz,
mas sabe que eu estarei de volta.
Estou vivendo rápido,
estou vivendo porque não consigo
parar... parar para pensar.
Eu não consigo sentar e pensar,
sentar e escrever.
Eu consigo chorar, e esse choro termina
rápido e vazio.
Eu consigo rir, e ser menos feliz do que já fui
quando estive chorando.
Vocês chegam e me prometem um sentimento mais igual,
sob a minha pele acredito nas essências,
e vocês me mostram o mundo refletido em olhos.
Então tudo passa, estou traída.
TRAÍDA.
A tempestade se ameaça
e enche meus olhos de lágrimas
doloridas,
de dor e não tristeza,
de vaidade e não de orgulho.
Eu nunca gostei de drogas,
mas nesses tempos,
pills are BFF.
Talvez eu devesse cantar músicas mais alegres,
se o meu corpo não tivesse desistido,
se essa insistência me levasse além
de uma cova tão funda,
cada dia mais longe...
Além de uma pressão solitária de gravidade,
elasticidade...
Eu me deito, me sinto feliz
mas não durmo, e fico revirando lençóis
procurando o lugar mais fresco
quando minha temperatura sobe;
procurando nos túneis dos meus edredons
por fotos dos sonhos condenados pelo tempo
dos sinos que nunca vão soar nesse Templo.
Estou vivendo rápido;
estou traindo a morte...
Estou recolhendo destroçõs
e construindo um Museu.
Um dia, você verá arte em tudo isso,
um dia, vocês farão de mim uma mártir.
Um dia, você vai me trair.
eu tenho me sentido tão laranja quanto os dias
de vento e poeira.
Talvez se um dia eu puder escolher
não voltar para o ontem.
Talvez se um dia eu acordasse
e não houvesse nada para ser consertado...
Você sabe o quanto eu odeio esse lugar,
e sabe que amanhã estarei de volta.
Você sabe o quanto mal tudo isso me faz,
mas sabe que eu estarei de volta.
Estou vivendo rápido,
estou vivendo porque não consigo
parar... parar para pensar.
Eu não consigo sentar e pensar,
sentar e escrever.
Eu consigo chorar, e esse choro termina
rápido e vazio.
Eu consigo rir, e ser menos feliz do que já fui
quando estive chorando.
Vocês chegam e me prometem um sentimento mais igual,
sob a minha pele acredito nas essências,
e vocês me mostram o mundo refletido em olhos.
Então tudo passa, estou traída.
TRAÍDA.
A tempestade se ameaça
e enche meus olhos de lágrimas
doloridas,
de dor e não tristeza,
de vaidade e não de orgulho.
Eu nunca gostei de drogas,
mas nesses tempos,
pills are BFF.
Talvez eu devesse cantar músicas mais alegres,
se o meu corpo não tivesse desistido,
se essa insistência me levasse além
de uma cova tão funda,
cada dia mais longe...
Além de uma pressão solitária de gravidade,
elasticidade...
Eu me deito, me sinto feliz
mas não durmo, e fico revirando lençóis
procurando o lugar mais fresco
quando minha temperatura sobe;
procurando nos túneis dos meus edredons
por fotos dos sonhos condenados pelo tempo
dos sinos que nunca vão soar nesse Templo.
Estou vivendo rápido;
estou traindo a morte...
Estou recolhendo destroçõs
e construindo um Museu.
Um dia, você verá arte em tudo isso,
um dia, vocês farão de mim uma mártir.
Um dia, você vai me trair.
Wednesday, July 22, 2009
you're safe with me
Você olha e não me vê,
me esquece há anos.
Mas seu nome está a salvo comigo.
Você foi embora com pressa
me deixou sozinha com o vento frio.
Mas seu perfume está a salvo comigo.
Naquele dia, eu estava deixando os prédios
para uma reconstrução...
E seu caminho estava a uma esquina do meu.
Mas sua escolha está a salvo comigo.
Pense em mim como páginas do seu diário;
como os pássaros da sua manhã;
como o seu beijo de boa-noite.
Seus pensamentos estão a salvo comigo.
me esquece há anos.
Mas seu nome está a salvo comigo.
Você foi embora com pressa
me deixou sozinha com o vento frio.
Mas seu perfume está a salvo comigo.
Naquele dia, eu estava deixando os prédios
para uma reconstrução...
E seu caminho estava a uma esquina do meu.
Mas sua escolha está a salvo comigo.
Pense em mim como páginas do seu diário;
como os pássaros da sua manhã;
como o seu beijo de boa-noite.
Seus pensamentos estão a salvo comigo.
Tuesday, June 02, 2009
A Flor
Uma vez, num pântano eu me perdi,
e lá havia uma flor
que morava no frio e no escuro.
Havia uma flor e
somente nela
o carinho sobrevivia durante o inverno.
Pois então coube a ela
curar a tristeza do meu choro
enquanto eu afundava,
enquanto eu chorava,
chorava e procurava terra firme
e o norte do meu vento...
Eu chorava e com essas lágrimas
eu a regava.
Minha amiga cresceu e ficou tão colorida
quanto as borboletas da primavera!
Um dia eu resolvi fugir, porque talvez
se eu corresse até perder o fôlego,
se eu fosse tão veloz quanto a luz,
eu passaria a escuridão
e ela ficaria para trás e desistiria
de me alcançar!
Pisando nas raízes pegajosas eu corria
e caía... eu caía e me machucava tanto,
que se eu parasse, eu doeria até murchar.
Enquanto isso, minha flor ficava segura
e presa ao meu cabelo,
acima do meu ouvido,
me dizia: "Paciência, meu amor."
Hoje ela mora comigo,
no meu jardim quentinho e colorido.
e lá havia uma flor
que morava no frio e no escuro.
Havia uma flor e
somente nela
o carinho sobrevivia durante o inverno.
Pois então coube a ela
curar a tristeza do meu choro
enquanto eu afundava,
enquanto eu chorava,
chorava e procurava terra firme
e o norte do meu vento...
Eu chorava e com essas lágrimas
eu a regava.
Minha amiga cresceu e ficou tão colorida
quanto as borboletas da primavera!
Um dia eu resolvi fugir, porque talvez
se eu corresse até perder o fôlego,
se eu fosse tão veloz quanto a luz,
eu passaria a escuridão
e ela ficaria para trás e desistiria
de me alcançar!
Pisando nas raízes pegajosas eu corria
e caía... eu caía e me machucava tanto,
que se eu parasse, eu doeria até murchar.
Enquanto isso, minha flor ficava segura
e presa ao meu cabelo,
acima do meu ouvido,
me dizia: "Paciência, meu amor."
Hoje ela mora comigo,
no meu jardim quentinho e colorido.
Saturday, March 21, 2009
her 3 little spots
Agora eu conheço ambos: o que você ama e o que despreza.
Entendo como o tédio dos seus dias fazem você superfuncionar
por uma chance, uma saída para uma entrada.
Mas o que espera? Todos esperamos por algo,
todos menos os desesperados. Já esperaram demais.
Eu sei o que é ser um leão e se submeter aos cordeiros.
Presa e excluída da alcatéia por atrasar-se!
Atraso... qual o motivo do seu?
O intelecto? O coração?
Sua falta de percepção quanto ao seu redor?
[...]
Eu queria ser a linha dessa sua corrida.
Nas fotos do seu passado que estão comigo,
queria existir lá dentro... dentro do seu pensamento
dentro da foto, dentro do tempo.
Eu procurei algo novo de você
nos textos que escrevia em apostilas,
na agenda, nas últimas páginas do caderno...
Algo que eu tivesse esquecido,
e relembrar deveria ser suficiente.
Eu não achei.
Parece que te escondi tanto, que me escondi também.
E esqueci de te dizer,
que sim. Que eu gostaria de sair para tomar um café.
Eu nunca esqueci o seu telefone,
e você esqueceu meu nome.
Eu vou fazer você olhar para mim outra vez.
[... and I'll dream about your stars ...]
Entendo como o tédio dos seus dias fazem você superfuncionar
por uma chance, uma saída para uma entrada.
Mas o que espera? Todos esperamos por algo,
todos menos os desesperados. Já esperaram demais.
Eu sei o que é ser um leão e se submeter aos cordeiros.
Presa e excluída da alcatéia por atrasar-se!
Atraso... qual o motivo do seu?
O intelecto? O coração?
Sua falta de percepção quanto ao seu redor?
[...]
Eu queria ser a linha dessa sua corrida.
Nas fotos do seu passado que estão comigo,
queria existir lá dentro... dentro do seu pensamento
dentro da foto, dentro do tempo.
Eu procurei algo novo de você
nos textos que escrevia em apostilas,
na agenda, nas últimas páginas do caderno...
Algo que eu tivesse esquecido,
e relembrar deveria ser suficiente.
Eu não achei.
Parece que te escondi tanto, que me escondi também.
E esqueci de te dizer,
que sim. Que eu gostaria de sair para tomar um café.
Eu nunca esqueci o seu telefone,
e você esqueceu meu nome.
Eu vou fazer você olhar para mim outra vez.
[... and I'll dream about your stars ...]
Monday, March 02, 2009
Wrong Turn
Qual mentira eu ando contando por aí nesses dias de sol?
Sei que quando a chuva chegar serei descoberta.
Uma louca no espelho. E o que eles estiveram vendo?
Eu fugindo de mim.
Me disseram que era impossível escapar a si mesmo,
mas os fiz todos errados!
Se me engano, me responda aonde estou.
Eu não quero nada genérico. Eu quero um mapa detalhado
do caminho de casa, o caminho do meu corpo.
Eu não quero ser esse vazio,
essa mente incolor e insípida,
num corpo sanguíneo.
Escrever me pareceu essencial por um tempo,
provei o oposto. Posso viver sem.
Posso escrever em pensamento. Não preciso de linhas.
E é exatamente por essa falta de linha,
que o meu caos é um buraco negro
para os obstáculos e distrações
contra os meus sonhos.
Se eu fosse um trem, e tivesse um trilho,
então eu teria um destino.
Mas eu ando sozinha, e nem sei por quais ruas.
Sei que quando a chuva chegar serei descoberta.
Uma louca no espelho. E o que eles estiveram vendo?
Eu fugindo de mim.
Me disseram que era impossível escapar a si mesmo,
mas os fiz todos errados!
Se me engano, me responda aonde estou.
Eu não quero nada genérico. Eu quero um mapa detalhado
do caminho de casa, o caminho do meu corpo.
Eu não quero ser esse vazio,
essa mente incolor e insípida,
num corpo sanguíneo.
Escrever me pareceu essencial por um tempo,
provei o oposto. Posso viver sem.
Posso escrever em pensamento. Não preciso de linhas.
E é exatamente por essa falta de linha,
que o meu caos é um buraco negro
para os obstáculos e distrações
contra os meus sonhos.
Se eu fosse um trem, e tivesse um trilho,
então eu teria um destino.
Mas eu ando sozinha, e nem sei por quais ruas.
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